
SOBRE A AUTORA
Nivalda Gueiros Leitão
Analista Especializada (aposentada) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE;
Exerceu o cargo de Assessora do Gabinete da Presidência, junto às entidades internacionais de estatística e geografia – De 1971 a 1987;
Tradutor-Intérprete. Curso de Especialização de Tradutores-Intérpretes (Daniel Brilhante de Brito) (Português-Inglês-Português). Rio de Janeiro, 1972;
Traduziu o livro “O Engenho Central do Bom Jardim na Economia Bahiana” de Eul-Soo Pang (Inglês-Português);
Ministério da Justiça – Arquivo Nacional – Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro – 1979;
Jerusalém Center for Scriptural Studies and Research. Jerusalem – Israel. Cursos bíblicos e aulas de campo, inclusive – 1984, 1990, 1994;
XII Congresso Ítalo-Latino-Americano de Etnomedicina “Mário Álvares Pereira”, realizado no Rio de Janeiro, de 8 a 12 de setembro de 2003. Participou e apresentou o Painel “Jesus na Ecologia Bíblica”;
Cursos com professores particulares de hebraico e hebraico bíblico - "lashon hakodesh” (1981-2007).
PREFÁCIO
Jesus na Ecologia Bíblica, de Nivalda Gueiros Leitão, é uma leitura interessante para os que querem penetrar na Palavra de Deus, excluindo ao mesmo tempo os limites da letra morta, sem intervir na relevância da visão histórica de um projeto profético na figura central do mistério que permeia toda a Palavra de Deus.
Descobrir o mistério é também alcançar um pouco mais mergulhados na esfera sonial da autora, que em seus escritos promove com sucesso a convergência metafórica do abstrato espiritual que, adentrando a Palavra em meio a figurações alegóricas e exegéticas, rutila no campo dos insopitáveis e infinitos segredos, subtraídos da Bíblia, em especial e notório no livro de Cantares.
A autora Nivalda se reporta, logo no início do seu livro, a um sonho dos primeiros dias, em que, me lembro, nos reuníamos no Maanaim do Espírito Santo para estudos da Palavra de Deus, quando se descortinavam revelações extraídas de textos bíblicos: os albores de um novo tempo que nos fazia brilhar o rosto e aquecer o coração, descobertos em Cantares.
Naquele tempo já contávamos com Nivalda para dar aulas no Seminário da Igreja Cristã Maranata e também como assistente em assuntos relacionados ao hebraico, dada a sua intimidade com a língua, além da disposição que sempre demonstrou para nos auxiliar em tudo, esclarecendo assuntos já inseridos em apostilas sobre Análise de Cantares, registradas na Biblioteca Nacional desde 1984.
Surpresa para alguns, espanto e alegria para outros, subtraídos da verdade eterna onde os lampejos da fé se evidenciam ao penetrar no transcendente, impossível, em que se abraçam recursos tropológicos, tipologias, alegorias, numa esfera profundamente espiritual, contidas na Palavra, elos que se unem.
Na concepção do Poeta Carlos Nejar, “A palavra tem cheiro, tem gosto, tem cor, um mundo escondido nela no qual é preciso chegar.”
Um imortal que bem sabe que a imortalidade é outro elemento da palavra que se expressa: “As minhas palavras são espírito e vida” (Palavras do Senhor Jesus).
O livro de Nivalda, Jesus na Ecologia Bíblica, se robustece não apenas como fruto de uma cultura generalista, também Bíblica, resultado da perseverança, um desejo intérrito, que provoca no leitor uma visão emetrope, pletora que espanta as trevas pela luz da Revelação. Apaixonada pelas terras de Israel, daqueles que caminham vivendo o profético e que sonham revelações de uma história viva que nos leva ao abrigo do Todo Poderoso e do Tempo.
Não devo me delongar, porque a estética e beleza, frutos de palavras que estão na frente, poderão expressar melhor o que fugiu ao meu entendimento.
KOTZ - Pelo que agora sei melhor a inversão da verdade, quando os espinhos do deserto da Judéia, frutos da secura espiritual de Israel, tão perto de Jerusalém, coroavam o rei de cuja fronte vertia o sangue na máscara da dor e do sofrimento.
EZOV - O Hissopo que nascia nas brechas dos muros permeados pelo limo do tempo, que entre as pedras dava vigor a flor de tristeza que brotava do hissopo; do hissopo que varria o chão das casas, que era usado para purificação do leproso, encarregado de levar a amargura e humilhação do vinagre com fel ao que pedia um pouco de água antes de expirar no calvário.
Agora eu sei por que na criação tudo de melhor: flores, frutos, a árvore da vida, a fonte das águas vivas, cristalinas, insecável, reservadas para nós pecadores, consumado no grito de dor do Pastor e paixão pelas suas ovelhas.
Nivalda deve ter chorado em muitos momentos e outros também irão derramar lágrimas de gratidão pela dor dos espinhos e pelo hissopo de amargura e da humilhação por amor de Nós.
A Ele, Jesus, o mistério revelado a nós, toda honra, toda glória, toda força, todo poder e a trindade excelsa, agora e pelos séculos dos séculos. Amém!!!
Vila Velha, 12 de janeiro de 2007.
Gedelti Victalino Gueiros
Professor Universitário
Pós-Graduado em Didática do Ensino Superior
Diretor da CISBIO
Professor do Seminário Teológico da Igreja Cristã Maranata
APRESENTAÇÃO
Entre tantos livros, alguns que se tornam best-sellers, sobre a personalidade de Jesus, O Cristo, raríssimos possuem as qualidades de visão e descoberta, à luz das Sagradas Escrituras e da etimologia, como este, de Nivalda Gueiros, Jesus na Ecologia Bíblica, que me honra muito apresentar aos leitores. Reúne beleza e simplicidade, sabedoria que não se perde na erudição, clareza sem desviar-se da claridade. Sua leitura é mágica e a análise magnífica. Prestando o serviço de mostrarnos quanto o Filho do Homem agiu a favor da natureza, de que foi o criador executante, visível no primeiro capítulo do Gênesis. Fundou o Jardim do Éden, teve o contacto físico com tudo o que gerou nas suas peregrinagens pelas terras de Israel, atravessando seus vales, montanhas, rios, vergéis. Sobretudo, preservando no exercício de seu glorioso Ministério, “a terra que não será entenebrecida”.
Esta análise bíblica de Nivalda Gueiros entra em veredas só viáveis e ativadas pela Revelação, através de profundo conhecimento do hebraico que ajuda a elucidar cada trecho. Recordandonos de que é na vereda da rocha que Moisés viu passar toda a bondade de Deus por ele. E Nivalda nos convida a presenciar também a bondade de Deus na criação. Dou alguns exemplos: o significado de “ervas amargas” (merorim), espécie de alface silvestre, encontrável na primavera, em Israel, nos meses de abril/maio, sendo na primavera tenras e no inverno, espinhosas.
Aliás, as exegeses especificam e desvelam sentidos inesperados e ignotos, de plantas como a oliveira, a figueira, a videira. O sicômoro, a acácia, o linho, a amendoeira, o hissopo, a romeira, o salgueiro, a rosa de Saron, o lírio dos vales. Sem esquecer a composição do incenso, do aloé, do bálsamo, do nardo, do espinho... Outro capítulo à parte é de um lado, deslumbrante, e de outro, pungente: o exame do jardim do Cântico dos Cânticos, de Salomão e do Getsemane.
Este livro assinala, por sua lucidez, um passo valioso no maior louvor e glória do nome de Jesus. Com um senso poético e interpretativo, que não foge da realidade, capaz de comunicar em estilo direto e fluente, a fascinante vida também ecológica do Filho do Homem, modelo superior dado aos “homens de boa-vontade”, conforme a fala dos anjos, quando de seu nascimento. Pela profundeza e agudeza, cumpre o pensamento do filósofo espanhol Ortega y Gasset: “Se eu não preservar o que me cerca, eu não me preservo.” Sim, pela importância e agudeza, deve ser este livro divulgado em todos os quadrantes, para uma percepção mais apurada do que é a maiorciência, a ciência de Deus.
Paiol da Aurora, Espírito Santo, Guarapari, 15 de novembro de 2006.
Carlos Nejar
Poeta, ficcionista e crítico;
Membro da Academia Brasileira de Letras;
Membro da Academia Brasileira de Filosofia.
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