
Sobre o Autor
Édio wilson
Membro da Igreja Cristã Maranata desde 1984
Avaliador Executivo Pleno Caixa Econômica Federal de Cachoeiro de Itapemirim;
Licenciado Pleno em Ciências Habilitação Matemática;
Pós-Graduando em Matemática e Estatística pela UFLA – Universidade Federal de Lavras- MG;
Professor de Matemática e Física;
Cronista e Articulista.
Apresentação
Em meu livro anterior: “Vinte e dois motivos para prosseguir”, pude compartilhar com os leitores uma parte das grandes experiências com Deus que tive ao longo do tratamento de minha filha na luta contra o câncer.
Este segundo livro, não é uma continuação do primeiro, mas tem o mesmo objetivo; o de mostrar que mesmo em meio às adversidades, vale a pena confiar em Deus, e prosseguir trilhando o caminho por Ele revelado ao homem através das Sagradas Escrituras.
Não se trata de uma obra de cunho teológico, mas é o resultado de uma soma de experiências com Deus, que através da Sua Palavra que é viva, sempre tem um ensino para a vida espiritual de Seus filhos.
São mensagens extraídas de textos bíblicos, que não são fruto da interpretação humana, mas foram reveladas pelo Espírito Santo ao meu coração em momentos de intimidade com Deus ao meditar na Sua Palavra.
Capitulo 1
Em meu livro “Vinte e Dois Motivos Para Prosseguir”, contei uma parte das grandes experiências que tive com Deus quando descobrimos a grave enfermidade que atingiu minha filha Dani, no ano de 2002, quando ela tinha apenas 6 anos.
Tivemos grandes vitórias nos anos de 2002 e 2003, no tratamento e nas cirurgias realizadas. Mas em junho de 2004 o câncer reincidiu, e desta vez muito mais grave do que antes, atingindo o nervo ciático.
Fizemos uma biópsia, e o médico nos disse que era um tipo de câncer raríssimo chamado Tumor de Triton, com apenas 36 casos na literatura mundial, sendo que todos morreram, e o que viveu mais tempo, viveu apenas 2 anos após o diagnóstico. Era uma sexta-feira e ele nos aconselhou amputar a perna na terça-feira da semana seguinte a fim de ganharmos tempo. Com lágrimas nos olhos perguntei se ela poderia usar uma prótese. Ele disse que não seria possível, a amputação seria bem perto da virilha.
Nossa filha estava do lado de fora do consultório, e inocentemente brincava sentada em uma cadeira de rodas, como que prevendo o que viria pela frente. Esta imagem me chocou muito.
O quadro era desesperador. Minha esposa com um choro incontrolável, minha irmã que estava conosco atravessou a rua para chorar escondido, e eu tentando segurar o choro, brincava com minha filha do lado de fora da clínica.
O médico nos deu um artigo retirado da internet falando sobre o assunto, dizendo que foi o único em português que encontrara. Não conseguia aceitar aquele diagnóstico, e chorando muito orei a Deus dizendo por que o 37° caso dessa doença foi cair logo no meu endereço; embora não desejasse isso para ninguém.
Chegando em casa procurei o telefone da médica autora do artigo da internet. Era uma médica do Paraná. Ela me atendeu muito bem, e disse que havia algo estranho no diagnóstico, pois dos 36 casos registrados na literatura médica sobre esse tipo de tumor, nenhum era em criança. Ela me deu o telefone de um oncologista brasileiro radicado nos Estados Unidos, e me disse que não tomasse nenhuma decisão sem ouvir esse médico. Disse-me também que ele estaria em um congresso no Brasil no Hospital Sírio Libanês no mês seguinte.
Não podia esperar; então passei um e-mail para o tal médico nos Estados Unidos expondo o caso. Ele pediu que eu mandasse a lâmina para revisão naquele país. O coração de pai me impulsionava a vender tudo e tentar um tratamento fora do Brasil, mas a fé e a razão mostravam que não era esse o caminho. A Igreja não sabia dessa situação, mas orava incessantemente por nós.
Descartamos a idéia dos Estados Unidos, e fomos para São Paulo fazer revisão de lâmina em dois hospitais dos mais conceituados do Brasil. O resultado apontou outro tipo de tumor, o que fortaleceu a nossa esperança; contudo, a amputação também era o procedimento indicado pelos médicos desses hospitais.
Quando estávamos nos conformando com a amputação, entramos em contato com o médico de São Paulo que fizera a cirurgia anterior em 2003 e ele nos disse que faria a cirurgia retirando o tumor, e transplantaria nervo da outra perna, numa cirurgia muito delicada que envolveria vários especialistas. Essa cirurgia durou oito horas, e foi um sucesso. Durante as oito horas de cirurgia os jovens da igreja oravam em horários alternados, e me ligavam várias vezes para ter notícias. A cirurgia foi um sucesso. Em seguida vieram as sessões de químio e radioterapia.
Quando as coisas começavam a caminhar para a normalidade, percebemos que devido à manipulação do nervo, o pé caiu e perdeu movimento e o joelho ficou dobrado. A perna não esticava apesar das inúmeras e intensas sessões de fisioterapia. Era doloroso ver a Dani pisar com a ponta do pé que estava torto para o lado, o que fez com que os ossos do dedo mínimo fossem fraturados.
Ela não podia usar nenhum calçado fechado, usava apenas sandálias finas e baixas com tiras no calcanhar. Seguiram mais três cirurgias tentando reparar essa situação, e inúmeras sessões de fisioterapia.
Em 2005 tivemos um grande susto, em um dos exames periódicos, apareceu um pequeno nódulo no pulmão de cerca de 3 mm. Eu e minha esposa ficamos extremamente abatidos, pois esse era o nosso temor e o temor dos médicos que sempre nos alertavam para esse perigo.
Como era bem pequeno, o oncologista e um cirurgião entenderam que era melhor operar. Ficamos desconsolados ao imaginar aquela cirurgia tão traumática. Esta cirurgia foi marcada para uma terça-feira, e no domingo que antecedera a cirurgia, eu estava tão arrasado que não fui ao culto, não queria ver ninguém, contudo, minha esposa foi; e justamente nesse culto Deus usou um irmão de outra cidade dizendo que havia uma mulher ali muito triste por causa de sua filha, mas que Deus estava curando esta criança, e daria um sinal ainda naquele dia.
Já eram 20 horas, logo, restando apenas 4 horas para acabar o dia. Minha esposa ao chegar em casa me falou o que ocorrera no culto, e quando ainda estava falando, tocou o telefone: era a médica cancelando a cirurgia, pois segundo ela aquilo poderia nem ser um nódulo, e faríamos um acompanhamento trimestral com tomografia para ver se alterava alguma coisa.
Os dias foram passando e trimestralmente fazíamos uma bateria de exames. Em 2006 um grande susto: O rosto da Dani começou a inchar, por coincidência estava nascendo um dente, logo fizemos a ligação de um fato ao outro. Fomos ao dentista, que descartou totalmente qualquer correlação.
Descartada a possibilidade de ser um problema dentário, começamos uma investigação com exames de imagem: ultra-sonografia, raio-x, cintilografia óssea, etc. Fizemos também uma biópsia e para a nossa tristeza, o resultado acusou metástase do tumor anterior. O mundo desabou de novo sobre nossas cabeças.
Os médicos oncologistas foram unânimes: Não há o que fazer, o organismo dela não resistiria mais à quimioterapia e ela poderia morrer na primeira dose. Quanto a radioterapia, seria necessário analisar a dosagem ministrada anteriormente para ver se ela resistiria a mais algumas sessões.
Os médicos nos aconselharam a tirá-la da escola, curtir a nossa filha, pois não era possível saber quanto tempo ela viveria. Atendemos essa recomendação ao pé da letra. Mas resolvemos pedir revisão de lâmina em outro laboratório, e novamente fomos para São Paulo ouvir outros especialistas, e fazer um exame chamado pet-scan que mapeia o corpo todo e acusa a presença de células neoplásicas.
Eu e minha esposa estávamos muito tristes, e a minha oração era para que Deus não permitisse que a minha filha sofresse. Chequei a propor a Ele uma troca: a minha vida pela dela. Ele não aceitou.
Numa terça-feira eu estava na igreja, e resolvi chamar um grupo para subirmos um monte e orarmos, como a Bíblia mostra que Jesus subiu em momentos de aflição. Lá em cima, Deus usou profetas e revelou que estava revogando aquele diagnóstico, e que no exame não acusaria câncer. Chorei muito e guardei no coração vacilante.
Dois dias depois, quinta-feira, chegou o resultado da revisão de lâmina. Deus é fiel e maravilhoso! Não deu câncer, e sim histiocitose. Quatro dias depois, segunda-feira, chegou o resultado do pet-scan: nenhuma célula neoplásica no organismo da Dani. Glórias a Deus! Médico dos médicos, dono da vida.
No final de maio ela voltou para a escola e conseguiu recuperar o tempo que ficou sem estudar. Hoje ela está com 11 anos e cursando a 5ª série. A perna está completamente esticada, o pé está na posição normal, em 90º, porém não faz o movimento para cima e para baixo, o que altera um pouco a marcha.
Ficou uma grande cicatriz das inúmeras cirurgias, e ela manca discretamente. Eu digo que aquela cicatriz é a marca de um milagre, e todas as vezes que olho para ela eu me lembro daquilo que Deus fez. Ademais, ela é uma morena “jambo”, muito bonita, acho que vai dar trabalho quando crescer mais; então Deus permitiu um defeitozinho para ela não ser muito vaidosa.
As sessões de fisioterapia continuam, agora na piscina, o que ela adora, e temos fé que com o fortalecimento do músculo desta perna ela voltará a correr e pular.
Só nos resta glorificar a Deus, que nos sustentou em todos os momentos, enxugou nossas lágrimas, fortaleceu nossa fé, e mudou o rumo de nossas vidas.
Sumário do Livro
Capítulo 1 - Uma Grande Experiência
Capítulo 2 - É Melhor Confiar no Senhor
Capítulo 3 - Quando o Odre está Vazio
Capítulo 4 - Saia da Tenda
Capítulo 5 - Três Jovens na Fogueira
Capítulo 6 - Aprendendo a Adorar
Capítulo 7 - Providências do Senhor no Deserto
Capítulo 8 - As Duas Partes de Um Pacto
Capítulo 9 - Não Seja Inconstante
Capítulo 10 - Ouro de Ofir
Capítulo 11 - Volta a Betel
Capítulo 12 - Davi Velho
Capítulo 13 - A Lei da Semeadura
Capítulo 14 - Os 04 Ensinamentos para Moisés
Capítulo 15 - Olhando para Deus
Capítulo 16 - A Rainha de Sabá
Capítulo 17 - Eis o Cordeiro de Deus
Capítulo 18 - Do Chamado ao Arrebatamento
Capítulo 19 - Caná da Galiléia
Capítulo 20 - Pérola
Capítulo 21 - Prata sem Escórias
Capítulo 22 - A Genealogia de Jesus
Capítulo 23 - Outro Evangelho
Capítulo 24 - Maranata
Outro Livro do autor
"Vinte e Dois Motivos para Prosseguir"
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