APRESENTAÇÃO
"A referida obra literária, contendo revelações ao longo de suas cento e trinta páginas e trinta e três capítulos, pretende inaugurar uma nova fase de evangelização por escrito, como também pretende colaborar com profundos estudos bíblicos municiando os vários irmãos e irmãs que precisam subir aos púlpitos todos os dias, dar aulas nas diversas classes da igreja (jovens, Senhoras, adolescentes, crianças), entregar mensagens em reuniões, e levar adiante a palavra de Deus com profundidade, e fundamentalmente, com revelação.
O livro “Bíblia: além da letra”, foi escrito por nosso irmão Ézio Luiz Pereira, Membro da Igreja Cristã Maranata, Juiz de Direito – ES – Brasil, Mestre em Direito das Relações Privadas pela FDC-RJ, Mestrando em Teologia com ênfase em Bibliologia Especialista em Direito Público, Membro Efetivo da Academia Cachoeirense de Letras, Cadeira Nº 11, Professor, Palestrante, Articulista e Autor de Doze Obras Literárias."
O AUTOR.
PREFÁCIO
Ézio Luiz Pereira, escritor fecundo, autor de obras publicadas desde 1997 de assuntos relativos à sua função de Juiz de Direito, agora voltado para assuntos de justiça e de leis espirituais, enfocando temas que envolvem mistérios da alma, em sua primeira publicação, “Bíblia: além da letra”.
O prefaciante reconhece a nimiedade em gentileza do autor por quem nutre uma admiração toda especial que desde cedo, mostrou-se um homem voltado para as coisas de Deus. A simplicidade e humildade do autor expungida dos laivos da vaidade, próprias do crente fiel, abraçou com afinco o estudo do Direito e suas leis, como herança familiar, sobrinho de magistrado que, como ele, autor de livros ligados à mesma ciência.
Recomendamos aos leitores que busquem penetrar com todo afinco no interior de cada assunto com a mesma humildade e simplicidade do autor, para tirar o maior proveito de seus escritos.
Ao gizar os seus escritos, o autor enfoca de forma tridimensional a maioria dos temas abordados, cuja profundidade e transcendência está inserida contextualmente, levando o leitor a buscar pessoalmente a riqueza que se encontra nos veios abertos pelo exegeta, que se expressa de forma bem clara na exegética da Teologia Bíblica.
Não se nota paradoxo entre a síntese e a exegese bíblica, já que em ambos o autor coloca de forma escoimada a clareza e o determinismo de suas idéias que não se resumem apenas em tópicos e essências isoladas, mas num todo seqüente percebido no transcorrer da leitura, como se fossem notas que se agrupam e se compõem para formar uma bela melodia.
O exegeta faz lembrar a figura do garimpeiro que nunca desfalece, no mesmo aferro do pesquisador, do poeta e do artista que, a cada dia, despertam, na expectativa de uma nova empreitada que vagueia à disposição dos obstinados. Além da forma tridimensional que por vezes permeia os assuntos, nota-se a forma pragmática no sentido da aplicação prática da Palavra de Deus, onde são pontificadas as doutrinas da “Igreja essencial”, escoimada no sentido profético de maior abrangência, podendo ser vivenciada nos diversos assuntos do livro, onde se esvazia a razão humana, que flui em seu final, a prevalência do grande tema: “Igreja, Corpo de Cristo”, em diversos tópicos como: “A morada do Senhor”, “Pedro no tempo de Deus”, “A revelação no Corpo”, “No Tríplice comando de Cristo”. Além de outros, irá concluir, o corpo em busca do abrigo de Jesus, e a revelação de Jesus através do corpo, “a igreja fiel”, inseridos no caudal de inspiração profética, onde Jesus se revela como cabeça de um corpo vivo.
Na coletânea dos 33 assuntos abordados no livro, podemos encontrar preciosas lições que se alternam em cada assunto, ligados aos anseios da alma como necessidades espirituais, hodiernas, vividas pelo autor.
Carlos Nejar, o grande poeta da atualidade, em um de seus discursos, resume numa frase poética, filosófica e profética o que se lê, o que se ouve e o que se fala como expressão da verdadeira vida: “Hoje se move a boca do futuro, como a esperança de que tudo pode ser dito, e que a palavra pressente a ressurreição”.
Encerro observando aos leitores deste livro, não ficarão estáticos diante do poder do Espírito Santo, no sentido profético da palavra, que envolve a gloriosa manifestação da Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo, bem claros no livro “Bíblia: além da letra”.
Gedelti Victalino Gueiros
Professor universitário
Pós-graduado em Didática do Ensino Superior
Diretor da CISBIO
Professor de seminário teológico da Igreja Cristã Maranata
LEIA O 1° CAPITULO:
"A TRÍPLICE CIRURGIA DIVINA"
“Então o Senhor Deus fez cair um sono pesado sobre Adão, e este adormeceu; e tomou uma das suas costelas, e cerrou a carne em seu lugar”. Gênesis 2: 21 e 22.
Sempre esteve no contexto da mensagem divina, a preocupação de Deus em trabalhar na vida do homem, operando os Seus desígnios, a despeito da incredulidade e da ingratidão inerente ao ser humano, tanto que durante a Obra Criadora, a única criatura que recebera o fôlego, o sopro diretamente do Altíssimo, fora o homem (e Deus soprou no homem o que havia - e há - no “interior” de Deus: a eternidade, fazendo-o alma vivente, razão pela qual pode-se afirmar a imortalidade da alma). As demais surgiram com o poder de Sua Palavra. E a Palavra de Deus (= Jesus) é o veículo do pensamento de Deus, o Verbo que causa a ação; a potência que causa o ato e o transforma em atividade. Decerto, quem crer na obra do acaso, no aleatório inconsciente e irracional, terá outro conceito, pensará diferente. Não assim, a Igreja fiel.
Nesta contextualização, quando Deus exclama: “Façamos o homem à nossa imagem, conforme nossa semelhança”, utilizando o verbo no plural, Ele expressa a Unidade de um Pluralismo, um plural tanto de intensidade (poder), como de realce à Sua Trindade e, ao fazê-lO, revela os três vertentes de sua Obra: a) Pai - Criação (do nada); b) Filho - Redenção (para a eternidade) e c) Espírito Santo - Consolação (no coração da Igreja, seu Corpo). Eis a Essência das essências.
Deveras, o “ato cirúrgico” divino descrito e transcrito em epígrafe, se triplicou ao longo da história do homem, envolvendo as Pessoas componentes da Triunicidade de Deus, o Absoluto, o Grande e Eterno “Eu Sou”, com riquezas de detalhes “coincidentes” (coincidentes?), com o modus operandi do Senhor, no tempo e no espaço. A seguir serão analisados os paralelos entre as três “cirurgias”, em tópicos respectivos.
1ª cirurgia (evidenciando Deus-Pai) - a)
2ª cirurgia (evidenciando Deus-Filho) - a)
3ª cirurgia (evidenciando Deus-Espírito Santo) - a)
Sempre benfazeja é a poesia profética trazida por Salomão. Ouçamo-la com atenção, em Cantares de Salomão 6: 10: “Quem é esta que aparece como a alva do dia, formosa como a lua, brilhante como o sol, formidável como um exército com bandeiras?”. O texto retrata, em alegoria grandiosa, o processo de formação da Igreja no tempo de Deus. A primeira cirurgia se deu na “alva do dia”, no início, uma idéia do Projeto de criação de um Corpo. A segunda operação, nos “fala” do calor e do brilho do sol do meio-dia, nos tempos da Igreja primitiva, que vivenciou o sol causticante, vivenciou a perseguição brutal e cruel, porém o “Sol” brilhava. Todavia, o furor dos imperadores não tiveram o condão de apagar a chama que ardia no coração dos primeiros cristãos, os quais eram lançados nas arenas, queimados nas fogueiras, mas não negavam a fé que possuíam. A terceira fase, nos revela a Igreja dos nossos dias, “formosa como a lua”, pois que surge na hora noturna do mundo, momentos que antecedem o raiar de um novo dia. Pequenas estrelas não ofuscam o lindo brilho da lua. Mas o texto também revela o “depois”, a Igreja vitoriosa, trazendo o pendão da glória, o prêmio da batalha, já na eternidade com o seu Senhor: “formidável como um exército com bandeiras”.
Deveras, o texto acima, em Cantares, focaliza a Igreja no tempo: manhã (“alva do dia”), tarde (“brilhante como o sol”) e noite (“formosa como a lua”). Contudo, Salomão também descreve a Igreja no espaço, em Provérbios, 30: 18 e 19: “Há três coisas que me maravilham e a quarta não a conheço: O caminho da águia no céu, o caminho da cobra na penha, o caminho do navio no meio do mar, e o caminho do homem com uma virgem”. “A águia no céu”, localiza um espaço (alto= céu); “a cobra na penha”, focaliza outro espaço (terra) e “o navio no meio do mar”, enfoca um terceiro espaço (água= mar). Assim é que, a Igreja, em primeiro plano vivencia o alto (os seus olhos voltados para a eternidade), mas enfrenta os dissabores do mundo (vida terreal) e atravessa as lutas (o mar de aflições).
Num último momento Salomão diz do caminho do “homem com uma virgem”, como sendo um quarto espaço que, diferente dos outros três, ele não conhecia. Além da letra, pode ser entendido como a união de Cristo com a Sua Igreja. E Salomão ainda não conhecia - se bem que antevia - porquanto ainda está por acontecer: o arrebatamento da Igreja e o seu encontro com o Senhor Jesus nos ares.
“Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas...” (Ap. 2: 7). A fé é misteriosa, transcende à razão, vem de Deus, toca no homem, em linha cíclica, e retorna a Deus.
De tudo se diga que a grande mensagem que se vê é a presença de elementos comuns nas três modalidades da cirurgia: o ato - a Obra - que faz surgir o Corpo e a sua preparação para um Êxodo. E a cirurgia, como um processo divino, é realizada no “Corpo” preparando-o para o encontro da Igreja fiel com o seu Senhor.
nos dias que correm, últimos dias da Igreja aqui na Terra, o homem é levado a um “sono pesado”, dormindo para as coisas mundanas, sua velha natureza, seus velhos conceitos religiosos, abrindo “o seu lado”, isto é, o seu coração, fazendo surgir uma nova forma de vida, num contexto de uma Igreja viva, uma Obra dinâmica, diferente das concepções tradicionais; b) o tempo: o sexto milênio da história do homem; c) ocorrência de um êxodo: o arrebatamento da Igreja, a sua saída do mundo; d) hoje, a operação se repete através do batismo (elemento água) na perspectiva de se alcançar um Jardim eternal; e) a conversão do crente se faz pela compreensão da doutrina gizada nos quatro (elemento numérico) evangelhos e o derramamento do Espírito Santo, como um nobre metal que vivifica; f) a evangelização se faz através do “vapor” da Igreja, a oração, como um perfume às narinas de Deus. Eis a Igreja, Corpo de Cristo, que é diuturnamente preparada. nos tempos de Cristo, no início da era cristã, Jesus foi levado ao “sono pesado” do Calvário, tendo um dos soldados romanos furado-Lhe o lado com uma lança, dali brotando sangue e água. Tal como do lado de Adão surgiu a mulher, assim, do “lado” aberto de Jesus surgiu a Igreja Primitiva (próximo ao coração do Senhor), consoante At. 2: 46 e 47, diferente de tudo o que já havia até então; b) o tempo: o sexto dia da semana; c) ocorrência de um êxodo: a ascensão, saída de Jesus para o Pai; d) ali no Calvário (espaço), do lado de Jesus saiu água e sangue (elemento água) para regar um precioso jardim: o Corpo; e) Os soldados partiram os vestidos de Jesus em quatro (elemento numérico), para cada soldado, bem assim presente estava um “metal nobre”, o ouro, o poder messiânico, através de seu precioso sangue; f) um “vapor” subia do pecado do homem, quando alguém correu a embeber uma esponja em vinagre, e, podo-a numa cana ofereceu a Jesus, na hora da crucificação: o cheiro do pecado da humanidade. nos primórdios da civilização, nos escombros do passado, Deus-Pai fez adormecer, em “sono pesado”, o primeiro homem - Adão - abrindo-lhe o lado, retirando uma costela (um dos ossos que protege o coração) da qual fez a mulher, primeira mulher, diferente de tudo o que já havia; b) o tempo: sexto dia da criação; c) ocorrência de um êxodo: a saída do homem e da mulher do paraíso, após a desobediência; d) ali próximo (espaço), saía o rio (elemento água) do Édem para regar o jardim; e) dali se dividia e se tornava em quatro (elemento numérico) braços (o Pisom, o Giom, o Tigre e o Eufrates - Gn. 2: 10), bem assim, presente estava um metal nobre, o ouro (Gn. 2: 12); f) “um vapor, porém, subia da terra, e regava toda a face da terra” (Gn. 2: 6). |